Acordo. Abro os olhos lentos, lentamente. A luz brilha forte lá fora…pego no primeiro relógio da mesa-de-cabeceira. Nove e meia...
-Nove e meia??!! Oh m”3$&@!!!! logo hoje que tenho reunião ás 10!!!
Saio da cama a correr, esfrego a cara com água que não há tempo para sabão, visto-me num ápice, não como, saio são nove e quarenta. Tenho vinte minutos para chegar ao laboratório, tenho vinte minutos para chegar ao laboratório…
Apresso o passo. Sei que não vou ter tempo, sei não vou ter tempo…olho para o relógio…espera lá! Não uso este relógio há uns tempos…BOLAS! Não o mudei quando mudou a hora…
São agora dez para as nove.
Wednesday, November 29, 2006
Tuesday, November 28, 2006
Londres que também te amo um bocadinho...
Podia contar-vos como doem cá dentro as saudades de casa, de abraçar “á velho” (com fortes pancadas nas costas) a minha mana, de beijar a minha mãe, de ouvir as palavras sempre carinhosas da minha avó, ou até de discordar com o meu pai. De me deitar e de sentir o cheiro dos lençóis lavados que só cheiram assim em minha casa…Mas a verdade é que não deixo que essas saudades tomem conta de mim. Ao invés, deixo-me apaixonar lentamente, saboreando cada momento, pela cidade que me acolheu, amando-a também. Vivendo-a ao seu jeito.
Então, sinto-me em casa. Quase como se já me identificasse com este lugar por completo. Sim, deixaram de haver as novidades constantes, já não sou surpreendida, e até já peço, exijo, mais. Deixou de haver a paixão arrebatadora, o querer viver tudo, que se transformou em amor e carinho doce de quem sabe que tem tempo, muito tempo, para viver tudo. E é esse amor que me prende aqui e me faz sentir segura. Sou agora alguém mais racional, que desenha um mundo com mais lógica, com mais calma. Sei que sou agora pedaço de um mundo que não me pertencia e que conquistei a punho.
Monday, November 27, 2006
Mariza no Royal Albert Hall
Já passaram 5 dias e ainda estou em choque. Bom demais para ter sido verdade;
A Mariza entrou no palco do Royal Albert Hall ás 7 e meia, cedo e a tempo cumprindo os costumes britânicos. Acompanhava-a Jaques Morelenbaum, brazileiro, produtor do seu ultimo álbum (transparente). Depois de ter ganho o prémio World Music da BBC, em 2003, a Mariza tem sido convidada regular nas principais salas de Londres, como o Barbican Centre e o Royal Festival Hall, com concertos que têem acabado sempre esgotados nas bilheteiras. No entanto, nem em Barbican, um espaço para 1900 pessoas, nem o Royal Festival Hall, aonde cabem quase 2800, se podem comparar, em dimensão e importância ao Royal Albert Hall, só comparável ao Carnegie Hall em NY. Nenhum outro Português actuou antes sozinho neste recinto, para quase 6000 pessoas, normalmente reservado a conhecidos artistas anglo-saxónicos.
A imprensa britânica deu um enorme destaque ao percurso da Mariza, com várias críticas positivas aos seus discos e muitos elogios ao seu estilo em palco. Chamam-lhe "the singer fashionist". O semanário Observer dedicou-lhe há dois fins-de-semana uma longa reportagem garantindo que este concerto "vai marcar a sua ascensão oficial ao estrelato internacional". O The Independent dedicou-lhe um artigo de duas páginas carregado de elogios é resumido pelo título "Perfeição Portuguesa", o The Guardian pergunta se estamos prontos para partir o coração. Também a revista Time Out, o vespertino Evening Standard e o gratuito Metro aconselharam o concerto nas respectivas agendas culturais como destaque do mês de Novembro. Enfim, estão deslumbrados…
Tal como eu fiquei durante 3 horas e meia na quarta feira passada quando a Mariza entrou em palco. Acompanhada pelos músicos Luís Guerreiro (guitarra portuguesa), António Neto (viola), Vasco de Sousa (viola-baixo) e João Pedro Ruela (percussão) confessava-nos;
«Lembro-me de passar à frente deste fabuloso local e pensar que um dia gostava de vir aqui ver um concerto. Nunca pensei que viria aqui dar um concerto», agradecia-nos por fazer-mos parte do sonho dela.
Eu agradecia em silencio por ter direito a entrada naquele sonho.
A primeira parte passava rápido embalada pelo “Barco Negro”, numa evocação a Amália, e pela “Recusa”. Carlos do Carmo, que entrou em palco logo na primeira parte, conseguiu cativar o público ao insistir que os ingleses presentes na sala poderiam pronunciar português correctamente e cantar «Lisboa menina e moça, como se fossem portugueses». Tendo em conta que pelo menos 60% da audiência era portuguesa convenhamos que os "Ingleses" até fizeram boa figura...
A segunda parte traz-nos Tito Paris, que nos revisita Cabo verde com um “sôdade”, invocando Cesária Évora. Está fechado o triângulo da lusofonia com a voz de África.
Mais para a frente é tempo de um dueto com Rui Veloso, um “Porto sentido”, bem sentido, que resultou mesmo muito bem, gostei.
Depois vieram a “Feira de Castro” e um “oiça lá ó senhor vinho” que animaram toda a malta. E a Mariza dançava folclore no palco.
Mas o momento alto do espetáculo ainda estava para vir. Sem microfone e em conjunto com os guitarristas cantou “á Portuguesa”, servindo-se da aústica do Albert Hall no meio do povo, como ela dizia, “da gente da minha terra”. O silêncio para a ouvir era de morte, como deve ser quando se canta o fado.
Ela cantou, dançou e encantou uma plateia de gente “da terra dela” esfomeada por um pouco de Portugal, delirante com uma prestação genuína.
Um espetáculo que re-via vinte vezes, do qual comprava o DVD e via outras vinte. Sem enjoar.
A Mariza entrou no palco do Royal Albert Hall ás 7 e meia, cedo e a tempo cumprindo os costumes britânicos. Acompanhava-a Jaques Morelenbaum, brazileiro, produtor do seu ultimo álbum (transparente). Depois de ter ganho o prémio World Music da BBC, em 2003, a Mariza tem sido convidada regular nas principais salas de Londres, como o Barbican Centre e o Royal Festival Hall, com concertos que têem acabado sempre esgotados nas bilheteiras. No entanto, nem em Barbican, um espaço para 1900 pessoas, nem o Royal Festival Hall, aonde cabem quase 2800, se podem comparar, em dimensão e importância ao Royal Albert Hall, só comparável ao Carnegie Hall em NY. Nenhum outro Português actuou antes sozinho neste recinto, para quase 6000 pessoas, normalmente reservado a conhecidos artistas anglo-saxónicos.
A imprensa britânica deu um enorme destaque ao percurso da Mariza, com várias críticas positivas aos seus discos e muitos elogios ao seu estilo em palco. Chamam-lhe "the singer fashionist". O semanário Observer dedicou-lhe há dois fins-de-semana uma longa reportagem garantindo que este concerto "vai marcar a sua ascensão oficial ao estrelato internacional". O The Independent dedicou-lhe um artigo de duas páginas carregado de elogios é resumido pelo título "Perfeição Portuguesa", o The Guardian pergunta se estamos prontos para partir o coração. Também a revista Time Out, o vespertino Evening Standard e o gratuito Metro aconselharam o concerto nas respectivas agendas culturais como destaque do mês de Novembro. Enfim, estão deslumbrados…
Tal como eu fiquei durante 3 horas e meia na quarta feira passada quando a Mariza entrou em palco. Acompanhada pelos músicos Luís Guerreiro (guitarra portuguesa), António Neto (viola), Vasco de Sousa (viola-baixo) e João Pedro Ruela (percussão) confessava-nos;
«Lembro-me de passar à frente deste fabuloso local e pensar que um dia gostava de vir aqui ver um concerto. Nunca pensei que viria aqui dar um concerto», agradecia-nos por fazer-mos parte do sonho dela.
Eu agradecia em silencio por ter direito a entrada naquele sonho.
A primeira parte passava rápido embalada pelo “Barco Negro”, numa evocação a Amália, e pela “Recusa”. Carlos do Carmo, que entrou em palco logo na primeira parte, conseguiu cativar o público ao insistir que os ingleses presentes na sala poderiam pronunciar português correctamente e cantar «Lisboa menina e moça, como se fossem portugueses». Tendo em conta que pelo menos 60% da audiência era portuguesa convenhamos que os "Ingleses" até fizeram boa figura...
A segunda parte traz-nos Tito Paris, que nos revisita Cabo verde com um “sôdade”, invocando Cesária Évora. Está fechado o triângulo da lusofonia com a voz de África.
Mais para a frente é tempo de um dueto com Rui Veloso, um “Porto sentido”, bem sentido, que resultou mesmo muito bem, gostei.
Depois vieram a “Feira de Castro” e um “oiça lá ó senhor vinho” que animaram toda a malta. E a Mariza dançava folclore no palco.
Mas o momento alto do espetáculo ainda estava para vir. Sem microfone e em conjunto com os guitarristas cantou “á Portuguesa”, servindo-se da aústica do Albert Hall no meio do povo, como ela dizia, “da gente da minha terra”. O silêncio para a ouvir era de morte, como deve ser quando se canta o fado.
Ela cantou, dançou e encantou uma plateia de gente “da terra dela” esfomeada por um pouco de Portugal, delirante com uma prestação genuína.
Um espetáculo que re-via vinte vezes, do qual comprava o DVD e via outras vinte. Sem enjoar.
Wednesday, November 22, 2006
oito meses depois da candidatura e três meses depois de saber o resultado positivo....
....recebi o contrato da FCT.
mais vale tarde do que nunca....
mais vale tarde do que nunca....
Monday, November 20, 2006
Gostos mediterânico-orientais
Há uns tempos atrás o Michael foi ao Chipre e trouxe-nos um bolito que era um verdadeiro pitéu. Uma tarte feita com uma massa do tipo folhada toda enroladinha mergulhada num xarope dulcíssimo. A iguaria desapareceu num ápice, ou não fossem aqui os meus lab mates uns gulosões de primeira (eu não, eu não hã?).
Aquela era a minha primeira experiência com uma cultura/realidade desconhecida cuja paixão venho a desenvolver. Ora vejam…
Passados uns tempos foi a vez da minha colega de flat turca, Asyl, de me oferetar umas verdadeiras iguarias turcas. Uma espécie de gelatina com pistachos envolvida por açúcar em pó. O que aquilo era, não sei. Mas que era bom, de comer e chorar por mais isso era, e a Turquia ficou-me no goto pelas delícias de pistachos.
Na Páscoa o Michael lembrou-se de nos levar a almoçar fora a um restaurante…turco (sim, que isto de se ter patrões porreirinhos não é pra todos…). Pronto. Então aquilo que já mostrava pontinhas de ser bom passou a representar maravilhas no meu dicionário gastronómico. Fiquei fã da comida turca, dos molhos de yogurte com espinafre, dos grandes contrastes de passar e nozes com comidas mediterrâneas, das lentilhas e do húmus (para quem não sabe, patê de grão com alho e limão…hmmm).
Esta semana a malta veio de Atenas e imaginem o que trazem: (ai, ai eu até engordo só de pensar nisto…) umas caixinhas cor-de-rosa com uns bolitos que são do melhor que já provei, uma mistura de Chipre com Turquia, ou seja a tal massa enroladita com charope e pistachos…ai tão bons, tão bons…
Tudo isto para vos dizer que encontrei um novo paraíso gastronómico, ali prós lados mediterânico-orientais, o que torna a minha vida aqui neste país gartronómico-nulo (peço desculpa a quem acha fish&chips um grande património…) um pouquito mais decente…
Aquela era a minha primeira experiência com uma cultura/realidade desconhecida cuja paixão venho a desenvolver. Ora vejam…
Passados uns tempos foi a vez da minha colega de flat turca, Asyl, de me oferetar umas verdadeiras iguarias turcas. Uma espécie de gelatina com pistachos envolvida por açúcar em pó. O que aquilo era, não sei. Mas que era bom, de comer e chorar por mais isso era, e a Turquia ficou-me no goto pelas delícias de pistachos.
Na Páscoa o Michael lembrou-se de nos levar a almoçar fora a um restaurante…turco (sim, que isto de se ter patrões porreirinhos não é pra todos…). Pronto. Então aquilo que já mostrava pontinhas de ser bom passou a representar maravilhas no meu dicionário gastronómico. Fiquei fã da comida turca, dos molhos de yogurte com espinafre, dos grandes contrastes de passar e nozes com comidas mediterrâneas, das lentilhas e do húmus (para quem não sabe, patê de grão com alho e limão…hmmm).
Esta semana a malta veio de Atenas e imaginem o que trazem: (ai, ai eu até engordo só de pensar nisto…) umas caixinhas cor-de-rosa com uns bolitos que são do melhor que já provei, uma mistura de Chipre com Turquia, ou seja a tal massa enroladita com charope e pistachos…ai tão bons, tão bons…
Tudo isto para vos dizer que encontrei um novo paraíso gastronómico, ali prós lados mediterânico-orientais, o que torna a minha vida aqui neste país gartronómico-nulo (peço desculpa a quem acha fish&chips um grande património…) um pouquito mais decente…
Friday, November 17, 2006
Amanhã devo ir a isto: Tuga meeting em Londres
Aproveito para passar a palavra:
"Tuga meeting, para estudantes e investigadores portugueses de Londres e Inglaterra, este sábado, dia 18 deNovembro, entre as 15:30 e as 19:30 no Wilkins Haldane Room do University College London".
"Á volta de 60 tugas já confirmaram que vêem ao encontro.Portanto penso que será uma singularidade se não encontrarem um único tuga que tenha interessesacadémicos comuns ou que seja da mesma localidade em Portugal.Em relação aos indecisos, caso se apercebam ao último momento que desejam vir ao encontro, são mais que bem vindos a aparecer. "
(Caso alguém esteja interessado em comparecer também faça um comentário com o seu e-mail que eu mando a versão integral)
"Tuga meeting, para estudantes e investigadores portugueses de Londres e Inglaterra, este sábado, dia 18 deNovembro, entre as 15:30 e as 19:30 no Wilkins Haldane Room do University College London".
"Á volta de 60 tugas já confirmaram que vêem ao encontro.Portanto penso que será uma singularidade se não encontrarem um único tuga que tenha interessesacadémicos comuns ou que seja da mesma localidade em Portugal.Em relação aos indecisos, caso se apercebam ao último momento que desejam vir ao encontro, são mais que bem vindos a aparecer. "
(Caso alguém esteja interessado em comparecer também faça um comentário com o seu e-mail que eu mando a versão integral)
Thursday, November 16, 2006
Hoje chorei a ouvir isto (mandem o pessoal do office dar uma curva, ponham em ecrãn grande e o som no máximo)
Porque é bom ser criança outra vez, nem que seja só por um bocadinho...
Tenho saudades de ser pequenina. E de passar horas em frente ao ecrãn a ver isto. E de ficar muito chateada quando a minha mãe não gravava para eu ver outra vez em casa...
Obrigada Tiago por estas verdadeiras pérolas!
nas trevas da vida.
Ser, ter, existir. Definições confusas para explicar o fenómeno vida. Para explicar o que não se explica, o que se sente. O que se sente ao nascer, ao partir. Viver sente-se? Não. Viver é um “dado adquirido”. Viver é fazer de cada dia mais um, desejando ser feliz mas sem saber quando é que a vida trará a felicidade. Viver da forma mais obscura, morrer da forma mais lenta. Viver sem medo do amanhã, sabendo que o amanhã magoa. Viver sem sonhos quando o sonho está em nós.
Sentir. Sentir sem medos, sentir por se estar vivo.
Pergunto-me sobre a forma como encaramos a vida. Essa que nos trai a cada esquina e que continuamos a considerar valiosa. Porque queremos viver? Viver o sonho que se esfuma? Viver..viver por viver. Viver por se estar vivo. “Eu quero continuar a viver depois da minha morte.”
Sentir. Sentir sem medos, sentir por se estar vivo.
Pergunto-me sobre a forma como encaramos a vida. Essa que nos trai a cada esquina e que continuamos a considerar valiosa. Porque queremos viver? Viver o sonho que se esfuma? Viver..viver por viver. Viver por se estar vivo. “Eu quero continuar a viver depois da minha morte.”
Wednesday, November 15, 2006
Mimos
Tuesday, November 14, 2006
Hoje estou triste.
Monday, November 13, 2006
Socorro!
Esta semana (de quarta a quarta) o pessoal foi todo para Atenas (oh, o que eu dava para também estar em Atenas….) á conferência Europeia de Terapia Génica e eu, a novata cá do sítio estou praki enfiada dentro do laboratório S-Ó-Z-I-N-H-A com…vá lá adivinhem…com a flausina.
Não lhe tenho ligado muito, a única coisa piorzita é que não tenho assobiado a minha Christmas song que lhe dá voltas ao estômago (e que eu assobio de propósito) porque os meus advogados de defesa não estão e corro o risco de levar um lambada que vinda de uma banhosa é capaz de deixar mossa….
Não lhe tenho ligado muito, a única coisa piorzita é que não tenho assobiado a minha Christmas song que lhe dá voltas ao estômago (e que eu assobio de propósito) porque os meus advogados de defesa não estão e corro o risco de levar um lambada que vinda de uma banhosa é capaz de deixar mossa….
Sunday, November 12, 2006
Casinha que te amo tanto...
Este fim-de-semana não houveram grandes novidades, não houveram passeios, não saí para o Christmas shopping na Oxford Street nem foi desta que fui a Greenwich. Este fim-de-semana foi meu, nosso, passado cá dentro da minha (nossa) casinha linda que todos os dias olho envebecida e que me deixa nas nuvens...
Sim, já sei, devo ter gasto milhões em electricidade, até porque me dei ao luxo de deixar o forno ligado horas a preparar verdadeiras delícias gustativas, mas ter o previlégio de (como dizia hoje o meu amor) viver constantemente numa varanda tem os seus custos...
Sim, já sei, devo ter gasto milhões em electricidade, até porque me dei ao luxo de deixar o forno ligado horas a preparar verdadeiras delícias gustativas, mas ter o previlégio de (como dizia hoje o meu amor) viver constantemente numa varanda tem os seus custos...

Vou-me lentamente apaixonando, deixando-me levar pela vista linda e pela cozinha que é só minha (iupiííí) com as coisas que são só nossas. É tão bom chamar a um cantinho a "nossa casa", sentir-me aqui quentinha e protegida...deixar simplesmente a felicidade tomar conta. ai tão bom....
Friday, November 10, 2006
Wednesday, November 08, 2006
Preferências existem.
Pronto, vou fazê-lo oficial. Todos nós temos os nossos blogs favoritos, aqueles que adicionamos á listinha aqui ao lado, aqueles a que vamos todos os dias por vezes mais do que uma vez por dia. Mas há, e não me digam que não, “o blog”. Aquele com que nos identificamos mais, o primeiro que visitamos todos os dias, a quequeluche que não é nossa e que gostamos de apreciar.
Eu apaixonei-me pelo blog da minhoca há uns tempos, ainda nem o meu blog existia. E as aventuras da minhoca, seja lá quem ela seja, gorda magra, besuntada com manteiga ou não são o meu delírio diário, a minha fonte de boa disposição pela manhã. ..
Pronto. Já disse.
A partir de agora já sei que vou ver o meu blogómetro ali do lado a estagnar…
Eu apaixonei-me pelo blog da minhoca há uns tempos, ainda nem o meu blog existia. E as aventuras da minhoca, seja lá quem ela seja, gorda magra, besuntada com manteiga ou não são o meu delírio diário, a minha fonte de boa disposição pela manhã. ..
Pronto. Já disse.
A partir de agora já sei que vou ver o meu blogómetro ali do lado a estagnar…
Tuesday, October 31, 2006
;)
Hoje encontrei-me por acaso com a minha flatmate chinesa do ano passado. Bem, não foi bem por acaso porque nós trabalhamos/estudamos no mesmo campus, logo algum dia havia-mos de nos cruzar. Depois da felicidade de nos encontrar-nos já com um cafézinho pelo meio (quem me conheçe aqui sabe que ando sempre com o capuccino atrás..) e depois de lhe contar os meus recentes avanços diz-me:
-engraçado! afinal todos os teus projectos que idealizás-te comigo o ano passado acabaram por se realizar, já reparás-te? O João, o teu PhD, a tua casa, ficares aqui,... Fico contente por ti! Deves estar super-feliz...
Agora que penso nas palavras dela sorrio. Pois SOU. E tenho consciência disso.
-engraçado! afinal todos os teus projectos que idealizás-te comigo o ano passado acabaram por se realizar, já reparás-te? O João, o teu PhD, a tua casa, ficares aqui,... Fico contente por ti! Deves estar super-feliz...
Agora que penso nas palavras dela sorrio. Pois SOU. E tenho consciência disso.
Bruxa
estranho... a flausina hoje não apareceu....
ah, já sei! Hoje é o dia das bruxas e ela deve ter ido á caça!
ah, já sei! Hoje é o dia das bruxas e ela deve ter ido á caça!
A pedido de muitas famílias....segue a receita do pão que maravilhou milhões!!
Dissolve-se o fermento (cerca de 3 colheres de chá) em água quente (uma chávena) e deixa-se repousar a mistela durante cerca de uma hora. Pode usar-se fermento instantâneo, mas o pão fica menos fofinho...
Entretanto vai-se fazendo a cama, lavando a cara, escovando os dentes e tratando dos afazeres de casa (convém lembrar que isto é feito no sábado de manhã, já que o preparado leva cerca de 3 horinhas a fazer...)
Deita-se farinha de trigo numa tijela (eu faço a olho mas apostaria numas 400/500 gramas) á qual se junta o fermento dissolvido, um fio de azeite e água q.b. até a massa ficar viscosa. Amassar, amassar, amassar...até que a massa fique completamente homogénea.
Deixar descansar durante uma hora, tapado.
Entretanto vai-se até ao mercado comprar o peixe para o almoço...
A massa deve ter duplicado de tamanho ao fim de uma hora/ uma hora e meia. Os fornos caseiros não são própriamente altos, pelo que se divide a massa em dois, coloca-se sobre um tabuleiro forrado a papel de alúminio e vai ao forno.
Não sei o tempo que demora a cozer, mais uma vez é a olho...O pão está pronto quando estiver douradinho por cima e quando o voltamos ao contrário e lhe batemos com a mão fechada ouvimos um som oco.
Bom apetite!
Entretanto vai-se fazendo a cama, lavando a cara, escovando os dentes e tratando dos afazeres de casa (convém lembrar que isto é feito no sábado de manhã, já que o preparado leva cerca de 3 horinhas a fazer...)
Deita-se farinha de trigo numa tijela (eu faço a olho mas apostaria numas 400/500 gramas) á qual se junta o fermento dissolvido, um fio de azeite e água q.b. até a massa ficar viscosa. Amassar, amassar, amassar...até que a massa fique completamente homogénea.
Deixar descansar durante uma hora, tapado.
Entretanto vai-se até ao mercado comprar o peixe para o almoço...
A massa deve ter duplicado de tamanho ao fim de uma hora/ uma hora e meia. Os fornos caseiros não são própriamente altos, pelo que se divide a massa em dois, coloca-se sobre um tabuleiro forrado a papel de alúminio e vai ao forno.
Não sei o tempo que demora a cozer, mais uma vez é a olho...O pão está pronto quando estiver douradinho por cima e quando o voltamos ao contrário e lhe batemos com a mão fechada ouvimos um som oco.
Bom apetite!
Sunday, October 29, 2006
Friday, October 27, 2006
Neste fim-de-semana vou;
- Assar um peixinho no assador da minha varanda. De preferência sardinhas. Sei que vou contaminar o prédio inteiro com um cheirete a peixe mas não me vou importar. Vou comê-lo com umas batatinhas assadas bem regadas com azeite galo, que me vai escorrer pelo queixo e que vou molhar com um pãozinho bom que vou fazer no meu forno...ai..ai..
- Vou usar e abusar da minha piscina. Ficar lá horas. E vou á sauna também.
- Vou ler pelo menos 4 artigos, sublinhar os pontos essênciais e tentar escrever alguma coisa sobre eles...
- Vou dormir pelo menos numa das manhãs até um bocadinho mais tarde, obrigar-me a isso. tenho andado tão stressada com tudo que até ao fim-de-semana tenho acordado cedo sem precisar
- Vou usar e abusar da companhia do João. Disfrutar. Ser simplesmente ser feliz.
Uma semana em paz...
Todos nós temos, e eu não sou excepção a pedra do sapato lá do emprego. Aquele tipo que não larga o osso, a chatinha que têm conversas do arco-da-velha, ou mesmo o patrão possessivo que nos persegue o traseiro para todo o lado. Eu talvez até tenha sorte, já que não tenho nenhuma das espécimens referidas. Tenho contudo uma colega que (como diz a Eva) get´s into my nervs!! Vamos chamá-la de “flausina” para não ferir sensibilidades (até porque este blog até tem link para traduções…). É que esta coisa de fazer críticas públicas têm muito que se lhe diga…não gosto de coisas anónimas mas se há coisa que não quero é estragar ondas…e para já a onda do lab é um se não podes vence-la, junta-te a ela (em relação a mim, claro!) pelo que nas últimas semanas tenho recebido verdadeiras declarações (falsas) de pura amizade.
Ora a flausina está fora esta semana para fazer um workshop em Cambridge e olhando para trás consigo ver que esta semana foi um verdadeiro paradise aqui no lab… não houveram lutas de galo pela liderança na reunião, não houveram críticas pela estação de rádio que eu sintonizo, o próprio Michael andou toda a semana feliz e contente, não houveram bafos de perfume baratos a contaminar as experiências nem fomos invadidos pela contaminação colorida dos pós maquilhantes, não houve sempre alguém a resmungar por tudo e por nada, nem houveram desfiles de roupa pirosa que (alegadamente) custam verdadeiras fortunas ou óculos ray ban a qualquer esquina… Foi bom!
Ora a flausina está fora esta semana para fazer um workshop em Cambridge e olhando para trás consigo ver que esta semana foi um verdadeiro paradise aqui no lab… não houveram lutas de galo pela liderança na reunião, não houveram críticas pela estação de rádio que eu sintonizo, o próprio Michael andou toda a semana feliz e contente, não houveram bafos de perfume baratos a contaminar as experiências nem fomos invadidos pela contaminação colorida dos pós maquilhantes, não houve sempre alguém a resmungar por tudo e por nada, nem houveram desfiles de roupa pirosa que (alegadamente) custam verdadeiras fortunas ou óculos ray ban a qualquer esquina… Foi bom!
Wednesday, October 25, 2006
A "Fofinha"
Quando era canita arranjaram-me uma gata a que eu pus o nome de “fofinha” (eu avisei que era uma girlie muito girlie!). Quem me deu a gata foi o marido da Joana de S. Simão, não sei bem a que pretexto, lá devia ter uma grande ninhada á qual não sabia o que fazer e lá nos despachou uma.
A gata quando chegou lá a casa era mesmo gatinha de dias. Tanto que nós ao ver tão frágil animal lá abrimos excepção e enfiámo-la dentro de casa. Importa dizer que lá em casa não há por norma animais dentro de casa com excepção do finess do cão da minha avó que sabe-se lá porquê (deve defecar ouro) o pessoal vai deixando o bichano ficar lá em casa…). A ideia era mesmo a gatinha ficar uns tempos lá dentro, digamos umas duas semanitas, e depois seguir “ a lei da selecção natural” lá da casa, e encontrar o próprio espaço algures cá fora. Mas as duas semanas iniciais passaram rápido a duas horas iniciais dada a gravidade do problema que a bichana arranjou lá em casa. Pronto sei que agucei a curiosidade, em breves: a bichana lá se descuidou num local aonde não devia de todo (ri-te ri-te Didi)…e passou a dividir a morada entre o vão da escada e o sótão, mediante as condições atmosféricas e as vontades diárias da dita cuja (é que era fina, hã?).
A fofinha era uma gata branca com manchas amarelas no pelo. Tinha olhos castanhos, uns pézitos de gatinho muito giros, e umas orelhas horríveis todas ratadas…Por falar em ratos ela era a exímia dos ratos e coelhos das redondezas, dava cabo de todos…limpeza geral. Tal como era perita em roubar coisas: uma vez fomos dar com ela a comer uma posta de bacalhau…sabe-se lá a quem é que ela roubou o petisco!
Mas a fofinha não era uma gata mansa como eu queria que ela fosse. A fofinha era bravia e não se deixava mandar, nunca foi a minha gata porque ela era totalmente independente, desaparecia por tempos infinitos e voltava depois como se tivesse ido só ali ao virar da esquina. Em poucas; era uma vadia de primeira e muito mau exemplo para mim naquelas tenras idades... As leviandades da fofinha davam inevitavelmente frutos e, volta não volta, lá a gata andava prenha. Um dia tive inclusivé a oportunidade de a ver parir (sim suas mentes púdicas de a ver parir, que esta palavra só tem de bonito). Saíam gatinhos aos molhos lá de dentro, todos ensanguentados que ela lambia de forma carinhosa. No final e para completar o “show de domingo á tarde” comeu a própria placenta…
O meu coração de menina doce todo se derretia com aqueles pequenos rebentos que teimavam em desaparecer subitamente poucas horas depois do nascimento. Descobri anos mais tarde que a minha mãe tinha “acordo” com a avó Vina para exterminar a ninhada (sim mãe, e não te ofendas porque é verdade, suas serial-gató-killers!!).
Mas passemos á frente…
Lembrei-me da minha gata ontem á noite quando depois de um café forte o meu coração batia ritmado e não me deixava dormir. Pensei aonde andaria, aonde terá ido quando daquela vez que desapareceu mais uma vez sem nunca mais voltar…Acabei por sonhar com ela e vi-a desfilar no seu passo elegante e seguro nos meus sonhos. Invejei-lhe a liberdade e confiança que sempre trazia…aonde andarão os genes da fofinha? Algures…
A gata quando chegou lá a casa era mesmo gatinha de dias. Tanto que nós ao ver tão frágil animal lá abrimos excepção e enfiámo-la dentro de casa. Importa dizer que lá em casa não há por norma animais dentro de casa com excepção do finess do cão da minha avó que sabe-se lá porquê (deve defecar ouro) o pessoal vai deixando o bichano ficar lá em casa…). A ideia era mesmo a gatinha ficar uns tempos lá dentro, digamos umas duas semanitas, e depois seguir “ a lei da selecção natural” lá da casa, e encontrar o próprio espaço algures cá fora. Mas as duas semanas iniciais passaram rápido a duas horas iniciais dada a gravidade do problema que a bichana arranjou lá em casa. Pronto sei que agucei a curiosidade, em breves: a bichana lá se descuidou num local aonde não devia de todo (ri-te ri-te Didi)…e passou a dividir a morada entre o vão da escada e o sótão, mediante as condições atmosféricas e as vontades diárias da dita cuja (é que era fina, hã?).
A fofinha era uma gata branca com manchas amarelas no pelo. Tinha olhos castanhos, uns pézitos de gatinho muito giros, e umas orelhas horríveis todas ratadas…Por falar em ratos ela era a exímia dos ratos e coelhos das redondezas, dava cabo de todos…limpeza geral. Tal como era perita em roubar coisas: uma vez fomos dar com ela a comer uma posta de bacalhau…sabe-se lá a quem é que ela roubou o petisco!
Mas a fofinha não era uma gata mansa como eu queria que ela fosse. A fofinha era bravia e não se deixava mandar, nunca foi a minha gata porque ela era totalmente independente, desaparecia por tempos infinitos e voltava depois como se tivesse ido só ali ao virar da esquina. Em poucas; era uma vadia de primeira e muito mau exemplo para mim naquelas tenras idades... As leviandades da fofinha davam inevitavelmente frutos e, volta não volta, lá a gata andava prenha. Um dia tive inclusivé a oportunidade de a ver parir (sim suas mentes púdicas de a ver parir, que esta palavra só tem de bonito). Saíam gatinhos aos molhos lá de dentro, todos ensanguentados que ela lambia de forma carinhosa. No final e para completar o “show de domingo á tarde” comeu a própria placenta…
O meu coração de menina doce todo se derretia com aqueles pequenos rebentos que teimavam em desaparecer subitamente poucas horas depois do nascimento. Descobri anos mais tarde que a minha mãe tinha “acordo” com a avó Vina para exterminar a ninhada (sim mãe, e não te ofendas porque é verdade, suas serial-gató-killers!!).
Mas passemos á frente…
Lembrei-me da minha gata ontem á noite quando depois de um café forte o meu coração batia ritmado e não me deixava dormir. Pensei aonde andaria, aonde terá ido quando daquela vez que desapareceu mais uma vez sem nunca mais voltar…Acabei por sonhar com ela e vi-a desfilar no seu passo elegante e seguro nos meus sonhos. Invejei-lhe a liberdade e confiança que sempre trazia…aonde andarão os genes da fofinha? Algures…
Tuesday, October 24, 2006
A Mariza no Royal Albert Hall
Tenho hoje a minha alma lusitana elevada ao máximo, comprámos ontem os bilhetes para o concerto da Mariza no Royal Albert Hall, patrocinado pela Fundação Calouste Gulbenkian.
Deixo-vos com o video da sua última visita a Londres, prevejo uma grande noite...
(sim, por uma noite eu vou voltar a cheirar Portugal, nem que sejam so umas duas horazitas...)
Deixo-vos com o video da sua última visita a Londres, prevejo uma grande noite...
(sim, por uma noite eu vou voltar a cheirar Portugal, nem que sejam so umas duas horazitas...)
Monday, October 23, 2006
lab for lifetime?
Deitada abro o “From Genes to Genomes” numa página ao calhas..
João- o que é que estás a ler?
Eu- Estou a ler sobre as complex diseases…tenho que começar a pensar em que é que quero fazer o meu primeiro posdoc…(risos)
João- posdoc? Mas tu queres passar a vida inteira metida num laboratório?
Não sei. Mas deixaste-me a pensar.
João- o que é que estás a ler?
Eu- Estou a ler sobre as complex diseases…tenho que começar a pensar em que é que quero fazer o meu primeiro posdoc…(risos)
João- posdoc? Mas tu queres passar a vida inteira metida num laboratório?
Não sei. Mas deixaste-me a pensar.
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