Wednesday, January 13, 2010

Nunca me doeu tanto a cabeça, dores de cerebelo mesmo. Nunca bebi tanto café, nunca ingeri tanto álcool. Nunca engordei tanto ou fiz tantas dietas. Nunca me destruí assim. Nunca na vida gostei tão pouco de mim, me cuidei tão pouco, me mimei assim á pressa. Nunca dormi tanto, passei noites fechada numa concha que não se quer abrir para o mundo e dormi tão pouco noutras, consciente daquilo que me espera ainda, esmagada pela falta de tempo e por todos os medos e demónios tontos que crio para mim mesma.
Faltam-me nove meses, uma gestação, uma vida. O meu baby.

É a coisa mais frustantre e gratificante que já fiz até hoje, ainda não sei bem como é que desejei tanto isto, como é que entrei nesta luta da qual me parece agora tão dificil sair. É a dor mais cerrada e a alegria que mais se expande cá dentro, o projecto mais emocinal que vivi, é o resumo da minha vida toda e o projecto que destroi a cada dia um bocadinho da minha vida.

Sendo tudo isto verdade, não tenham pena de mim. Não queria, neste momento, fazer outra coisa senão isto. Viver de outra forma que não esta, sofrida. É uma dor boa, de fim proximo e de pouco fuso.

Eu sou tão, mas tão feliz quando neva!

Tuesday, January 12, 2010

Música do genoma

Susan Boyle - You'll See

Adoro, mas adoro, este cover (Madonna, up yours!). Este CD é uma pérola. E eu, que fui das primeiras a descofiar do que daqui viria, dou a mão á palmatória. Para comprar ou para (como eu) passar em repeat no Spotify nestas noites looooongas.

Monday, January 11, 2010

A melhor declaração de amor do mundo:

"You're stably transfected into my genome"

Friday, January 08, 2010

Cryo-Britain


Eu não gosto de falar do tempo. Acho mesmo que isso é conversa para quem não tem assunto, mas a imagem fala por si. Estao graus negativos lá fora e uma camadinha branca bonita. Está também por cima uma camada meia-escorregadia que este ano o meu rabiosque ainda não provou – a ver vamos o quanto isto dura.

Portugal é hoje um País maior.

Sunday, January 03, 2010

Música no genoma - Do You Remember?

Mudar mentalidades é das coisas mais frustrantes que conheço, mas provavelmente aquela me mais me move cá no fundo. Mudar ideias de gente complexa, com ideias defenidas. Mudar padrões, mostrár-lhes que a vida também se vive de outro modo. I’m a fighter. Não escondo que quero mudar (moldar) o mundo á minha mameira.

p.s. Meu deus, eu só queria ter metade (metade) daqueles quadriceps femurais. Metade vá.

Thursday, December 31, 2009

Eu, pirosa, me confesso.

(pronto, aqui agora imaginem que está este video, que era realmente o que eu queria mostrár-vos)

Para terminar 2009, nada melhor do que um medley ao que este ano foi por aqui, uma pieguisse pegada. Para trás, e como recordação pirosa e lamechas, ficam posts que fazem virar na tumba qualquer poeta do sec.XVIII; houve amor, amor amor, para dar e vender, á borla e ao desbarato e houve a dor, que nunca foi tão grande, penosa e dificil de entender ou explicar, incluíndo desatinos e fúrias.

Houveram também coisinhas boas e momentos únicos. Poucos, pouquinhos sim, maioritáriamente associados ás minhas movimentações geográficas. O meu trabalho foi a cruz que aguentou os meu problemas e navegou com eles porque (vá riam-se) eu sou incapaz de multitask, e o gráfico da minha vida não apresenta picos isolados, eu sou una nos meus estados.

E lá para o meio do calendário os problemas psicósomáticos deram conta de mim. Percebi finalmente que posso travar muitas batalhas mas não consigo lutar contra mim. E é assim que termino o ano, um pouco acima dos últimos meses mas com a certeza porém que 2010 vai ser mais uma ano de batalha comigo e com o meu meio mundo.

E a vocês, os meus quase 300 leitores diários – eu sei, a este ritmo falta pouco para escrever “o livro das minhas desgraças!” – obrigada pelo optimismo, pelas palavras reconfortantes, pelas vezes que me passaram da mola, e por todos os momentos bonitinhos que me proporcionaram. Este blog está longe daquilo que um dia foi, não prometo ser melhor porque não sei, honestly, se consigo, mas prometo continuar aqui. Votos de um 2010 em cheio!

Sunday, December 27, 2009

Tuesday, December 15, 2009

No fundo, no fundo

Eu tenho esperanças que hei-de escrever por aqui um texto bonito sobre o homem que há-de vir. Um texto daqueles que não muda mulher nenhuma, mas garante a muitas a certeza de que há um homem para elas algures, que a vida não é este lugar de cor azul pouco defenida para sempre, e que o amor existe (sim, que me esqueço disso ás vezes). E hei-de escrever lá no fundo que não sei bem, que não tenho certezas, mas que quero acreditar que sim. E quando isso acontecer, vou “taggar” este post, para me lembrar sempre na felicidade que um dia não fui assim tão feliz, e torná-la estrondosamente mais sentida.

Eu geralmente gosto de gente com gostos fortes.

Gente que gosta de queijo, de caviar e de gengibre, por exemplo.

Monday, December 14, 2009

She: Como é que sabes se gostas mesmo, mesmo de alguém?

Me: Hmmm... sabes que gostas mesmo, mesmo de alguém quando vais a uma festa e não sentes um bocadinho, dois bocadinhos ou três bocadinhos que seja, vontade de falar/conhecer/estar com mais ninguém.

Friday, December 11, 2009

??!

Eu: Eu sei que não é da vossa tradição, mas na Ásia comemora-se o Natal de algum modo? Pelo menos em Hong Kong, uma vez que foi uma colónia Britânica, devem haver coisas de Natal, não?

Vincent (Taiwan): Hmmm... sim, em Hong Kong, sim. Mas na China em em Taiwan não. E para te dizer a verdade nem sei porque é que aqui se comemora - O Natal não é uma tradição Americana??

Saturday, December 05, 2009

Thursday, December 03, 2009

Tuesday, December 01, 2009

Quem conheçe o meu espaço sabe que não vivo de minimisses. Não suporto tralha, bibelôs, pécinhas pecêtas, coisinhas coisetas. Tenho aversão a coisas que criem pó. Armários, estantes? Vazias ou com coisas úteis. Livros, CDs, DVDs, a revista da semana, os dossies do momento. Não presta, avariou, sem utilidade aparente? Lixo. Velas que já não cheiram, caixinhas sem conteúdos? É para deitar fora. E rápido.

Ao invés, carrego comigo uma panfernália de tralha emocional. As fotos das pessoas que amo(ei) multiplicam-se pelos meus espaços, escondidas com tanto significado. Sou uma lamechas. Visito o meu O2 bluebook todos os dias, tal caixa do correio, que tenho organizadinho – mensagens, voicemails e coisinhas antigas por nomes e ordem de importância. Escrevinho números de telefone importantes um dia em papéis perfumados, mantenho agendas antigas só pelo prazer de as abrir aleatóriamente e reviver momentos, faço com gosto pequeninisses e picuinhissses foleiras só para mim, só pelo prazer de as ter. Tenho caixas de papéis, pepelinhos, cartas, CDs só com ‘aquela’ música. Livros de sentimentos, notas digitais, ficheiros que cheiram a amor-condensado, escrevinho emoções no meu notebook de laboratório misturadas com fórmulas de meios de cultura.
Metade dos posts emotivos deste blog foram escritos num guardanapo de papel que guardei na carteira, e a outra metade saiu-me expontânea, daquele cantinho doce e apimentado do meu coração um dia, a destilar o que me sai de dentro desta tralha toda que já não cabe no espaço do meu corpo e que se multiplica e dilui em todos os recantos da minha vida. Estou condenada a ser esta romântica eterna que arrasta consigo, de porto em porto, fragmentos pintados de cor-de-rosa.

Monday, November 30, 2009

Para que conste

Eu vou ao supermercado de fato-de-treino. Melhor, eu vou trabalhar aos domingos (quando vou) de fato-de-treino. E só não vou ao supermercado em Portugal de fato-de-treino porque, pronto, a malta acha mal, porque vontade não me falta. Eu até tenho um fato-de-treino pipi.

Ainda estou para perceber qual é a lei que dita que alguém, lavadinho, sem remendos, não pode ir ao super de fato-de-treino. E é por estas e por outras do mesmo género que eu não me canso de ser feliz (de fato-de treino, quando quero) em Londres.

Lembram-se disto?

Porque eu não posso ter tudo.

É meu. Saiu ontem de mãos dadas comigo da livraria :)
Acabou a letargia, a corte, é oficial.

(a desculpa dos jantares de natal serviu perfeitamente para a indulgence. Se eu andava á procura da razão, encontrei-a)

Thursday, November 26, 2009

Fixe fixe, baril mesmo,

é receber emails da minha mãe a direcionar-me para este estudo:

Mulheres com inteligência emocional têm mais orgasmos

(é pesquiza feita pela tua escola…diz ela)

Bem, uma mãe é uma mãe, e a minha mãe é que sabe, ehehe :)

Wednesday, November 25, 2009

Monday, November 23, 2009

Pixie Lott - Cry Me Out ...

Sim, hoje isto vai muito pessoal, mas este é um blog pessoal mesmo, não? Depois do dia de hoje, depois dos telefonemas e depois da mensagem de voz no meu mobile, modos que é isto – cry, cry, cry...cry me out. A ver se eu me importo.

Sim, eu sou má. Muito má. É a minha vez de ser má. Agora? Venham daí ventos e tempestades, too little too late. And Ohhh baby you ain’t all that.

Encontrei!!!! - To Love Again

Depois do grandioso (digam lá que o Bubblé não vos toca na corda do coraçao?), é este o tune que faz jus ao período pre-natal.

Friday, November 20, 2009

Já vos disse que os meus meus amigos são bem melhores que os vossos? na-na-na-na-na-nahhhh...

(às minhas amigas com um little self-praise moment)

Ela usou-o e considerou-o de um perfeito mau gosto. Eu achei-o de um bom gosto a reter.
Ela, melhor amiga do que quaisquer dos vossos amigos, lavou-o, embrulhou-o bonitinho num saquinho de pele, e mandou-o bater-me á porta, presente sem razão aparente e com tantas razões escondidas:












já saiu da gaveta e passeou comigo :)

E depois... depois veêm os amigos que são assim porque não poderiam ser de outra forma. Porque não conseguem ser de outra forma. E eu tenho a sorte de ter amigas enoooormes. Ela não é só enorme, é a pessoa mais altruísta que conheço:
Verdadeiras. VERDADEIRAS. V-E-R-D-A-D-E-I-R-A-S, minha gente. E minhas. Provavelmente a coisa mais valiosa que possuo. O que me dá o direito de ser pateta assim;



Wednesday, November 18, 2009

A música vem tarde esta semana,

Com uma razão boa. Acreditar e perceber que tudo pode ser beeeem melhor.

Há umas semanas atrás fiz deste tune a música oficial até aos Xmas jingles, ando agora á procura de uma nova para defenir a minha nova felicidade :)

Monday, November 16, 2009

Isto:


(tirado daqui)

fez-me rir o dia todo. Só ainda não percebi como é que o tipo tirou as calças se tinha os braços para dentro, mas posso facilmente elaborar teorias ehehe




Friday, November 13, 2009

Assim de repente, e como quem não quer a coisa

tenho quase 2 semanas de episódios dos EastEnders para ver. 2 semanas?

Tuesday, November 10, 2009

Love you, baby

Chegáste num dia de nevoeiro e sorriste com esse teu sorriso doce que, no fundo, sejamos honestos, é a única coisa da qual poderia verdadeiramente gostar em ti. Seguiram-se dias de sol e de desculpas. Muitas desculpas. E muitas risadas. Uma piada a transformar-se na curiosidade, a curiosidade a tornar-se no facínio daquilo que tu representavas. A curiosidade mordia-me por dentro.
Quando voltei a olhar para ti chovia de novo lá fora, e eu fui ter contigo certa de que não gostava de ti. Estava curiosa e tremia tal criança que não sabe bem o que fazer, toda eu gritava para dentro que não gostava de ti.

Por essa altura eu acreditava em tantas coisas... Sobretudo acreditava (ei) em ti. Ainda não sabia que o amor tanto te enche em balão como te esvazia e te rebenta por dentro deixando entranhas em sangue. Não sabia que podia doer assim, esta dor que me faz perder o controlo do meu corpo – a dor de sofoco, sabes? Aquela que não se aguenta porque o ar falta e não há nada, mais nada, que te encha de novo. É a dor estéril que têm medo do amanhã, que cresce em vão, que me faz adormecer de cansaço e choro e me levanta pela manhã de rastos e em dívida para com a vida.

Eu acordo todos os dias com uma pedrazinha no meu coração. Todos, todos, os dias. Acordo e alheia, permaneço contente por dois segundos – até que me lembro de ti, e dos dias em que me acordás-te entre kisszinhos. E me mostrás-te que a manhã, a tarde e a noite são boas alturas para se ser feliz. Depois lembro-me dos dias em que me ligáste a meio da noite só para me fazer feliz e pergunto-me aonde estarás e o que fazes, como se estivesses longe, muito longe daqui. Quando se eu quisesse, se eu fizesse um esforço, se eu somente abrisse mão deste orgulho que me vençe, poderia sorrir para ti pela manhã, mesmo que em resposta recebesse a cara-feia que fazes quando disfarças o teu sorriso. Tonto, fizéste-me sorrir.

Ainda penso em ti todos, todos, os dias. Rio sozinha, tonta, quando revisito aonde só para mim cantás-te em Jazz o “Give me your love”, só porque sim, porque eu assim queria. Choro sozinha, ainda mais tonta, quando relembro aquele carinho (aquele, na ombreira da porta, seguido do meu beijinho doce na testa, sabes?) e a tua maneira, só tua, de me fazer sentir pequenina, giantzinho. E tudo o que te disse/contei nesse dia - desculpa-me uma, outra, e outra vez...
Meu deus, fui tudo tão rápido e tão intenso, e acabou assim tão rápida e intensamente, como se algo verdadeiramente grave tivesse acontecido.

Se me perguntares hoje se gosto de ti responderei da mesma forma que respondi quando tu já sabias a resposta e eu a ignorava. Ou tinha medo de o dizer alto, desculpa. Não, não gosto só de ti. Com o tempo percebo que também gosto de mim, muito.

Monday, November 09, 2009

Uma semana

dois jantares cá em casa e três petiscos novos!
A saber:


Blueberry cheesecake


Um paté de Cogumelos que me surpreendeu até a mim... hmmm que coisa do outro mundo :)

E entretanto enganei-me no supermermercado e ao invés do habitual Stilton comprei um delicioso e cremoso, mas pungente, Shropshire Blue. Ele há enganos que veêm por bem!

Sunday, November 08, 2009

Okay, matem-me.

Eu acho piada ao anúncio da Popota.

Monday, November 02, 2009

Hoje..

..que está frio, senti saudades do leite com extra-mega quantidades de chocolate que a minha mãe me leva á cama quando estou doente.
O que eu não dava por uma gripezinha na minha caminha ehehe :)